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                                                      Patriotismo redivivo

 

Quem tem mais de cinquenta  anos  deve se lembrar das aulas de Moral e  Civismo  e  do que  constava  nas  contra capas  dos  cadernos  escolares.  Em tempos de regime dito autoritário algumas foram as iniciativas dos governos que se sucederam em dar à população fundamentos patrióticos, apesar da (ou por conta da) forte massa de iniciativas da esquerda no campo cultural e de costumes.  Até mesmo as chamadas “Olimpíadas do Exército”, competição somente entre militares daquela força, eram divulgadas, sempre em tom ufanista, nas emissoras de TV. Não que o regime que vigorou de 1964 a 1985 tenha feito muito para que o patriotismo fosse um valor, mas ao menos um mínimo era verificado. Muito se falou que o marxismo cultural nunca foi o alvo a ser combatido pelos militares e sim a luta armada, e que até foi patrocinado, a exemplo da Editora Civilização Brasileira, notória propagadora de obras de cunho marxista e que sobreviveu às custas de verbas oficiais. O contrário não se verificou, e poucas foram as obras e iniciativas no campo cultural que se contrapuseram. Jean Manzón¹ que o diga. O movimento comunista internacional, por definição, impõe a centralização de comando e desfiguração dos estados nacionais, que a partir dessa imposição, perdem as suas autonomias, até mesmo administrativas, submetendo-se em tudo aos dominadores ideológicos. “O comunismo é ateu e apátrida” muitas vezes foi dito e repetido e não se trata de apenas um axioma. Desnecessário dizer como a prática do patriotismo e os patriotas são encarados pelo comunismo e comunistas. Com a “queda” (nominal) do comunismo em 1990, o imortal movimento revolucionário lança mão não mais da luta de classes, mas de uma suposta intermediação na defesa das minorias, algumas delas, pasmem, criadas pelo próprio movimento! Isso não sem fomentar disputas entre elas (“Divide et impera”). “Gays”, negros, indígenas, feministas, etc., passaram a pleitear direitos, orientados, consciente ou inconscientemente, pelo movimento. Os respectivos estados e governos tornam-se os inimigos a serem combatidos, e a sociedade a ser alcançada é tão utópica assim como devem ser as promessas dessa nefasta ideologia. Denominação também de caráter revolucionário, o chamado “globalismo” se esforça no sentido da imposição, principalmente por via administrativa, de um governo único, com legislação, regras e até mesmo religião de âmbito mundial. Como se pode perceber, o inimigo do patriotismo o é não somente por diferenças conceituais, filosóficas. Por detrás desse verniz há também (se não primordialmente) interesses financeiros (George Soros² e sua “Open Society Foundation”³ estão aí para não deixar quem quer que seja mentir), que vão muito além do que podem supor nossas vãs filosofias, e contra os quais o atual governo brasileiro, patriota, tem se mostrado disposto a enfrentar. Cabe aos patriotas autênticos cerrar fileiras e   resistir.


1-https://dana.com.br/social/nossos-projetos/heranca-cultural/documentarios-de-jean-manzon/

2-https://www.infomoney.com.br/colunistas/economia-e-politica-direto-ao-ponto/por-que-george-soros-financia-movimentos-de-esquerda-entenda/

3-https://exame.abril.com.br/mundo/george-soros-promete-investir-us-1-bilhao-contra-ditadores/                 

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